sábado, 14 de fevereiro de 2015

Lançamento da 16º Expodireto em Porto Alegre no Hotel Sheraton, projeta uma grande feira

Lançamento projeta uma grande feira 





















Otimismo. Esse foi o tema do pronunciamento do presidente da Cotrijal, Nei César Mânica, durante o evento de lançamento da 16ª Expodireto Cotrijal, nesta segunda-feira (9/2) em Porto Alegre.

Segundo ele, a confirmação de boas safras de milho e soja farão da Expodireto Cotrijal de 2015 um diferencial para o agronegócio brasileiro. “O produtor encontrará os mais diversos lançamentos e oportunidades de negócios. Serão cinco dias voltados para o desenvolvimento rural, com eventos direcionados para o homem do campo, lançamentos em diversos setores da feira (máquinas, produção vegetal, animal)”, disse Mânica.

O Governador José Ivo Sartori, prestigiou o evento e destacou a importância da feira no calendário gaúcho de exposições e fez referência ao trabalho da Cotrijal. “Para isso é bom semear coisas boas. Temos que aproximar e agregar, para que as pessoas sigam os grandes exemplos. E a Expodireto Cotrijal é um exemplo que coloca para frente e aponta para o amanhã”, disse Sartori. Para o governador , o DNA da Cotrijal – o cooperativismo-, é o grande exemplo de uma corrente que deu certo no RS.




O lançamento da Expodireto foi realizado no



Estiveram presentes também os deputados estaduais Gilberto Capoani (PMDB), Frederico Antunes (PP), Sérgio Turra (PP) e Gilmar Sossella (PDT), os deputados federais Giovani Cherini (PDT/RS), Jerônimo Göergen (PP/RS) e Luis Carlos Heinze (PP/RS), o senador Lasier Martins (PDT/RS). 
Sheraton Porto Alegre HOTEL, na Capital. Também estiveram presentes o vice-governador, José Paulo Cairoli, os secretários de Estado, Ernani Polo (Agricultura e Pecuária), Tarcísio José Minetto (Desenvolvimento Rural e Cooperativismo), Pedro Westphalen (Transportes e Mobilidade), Vieira da Cunha (Educação) e Cleber Benvegnú (Coordenação de Comunicação).

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

RS: Começa 25ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz

RS: Começa 25ª Abertura Oficial da Colheita do Arroz

Evento em Tapes espera reunir 10 mil pessoas em três dias; cerimônia de colheita é no sábado, dia 7
A colheita do arroz no Rio Grande do Sul já começou e cerca de 230 hectares já foram colhidos, dos 1,125 milhão do Estado, que é o maior produtor nacional. Deste total, 18% está em estado vegetativo, 59% em reprodutivo e 22% em estado de maturação.
Ainda não há uma estimativa de produtividade para esta safra. Para este cálculo, é necessário que a região da Fronteira Oeste comece a colher de forma mais sistemática. 
A semeadura deste ciclo foi um pouco mais tardia e as perspectivas ainda são uma incógnita para os produtores, que estimam que o clima tenha prejudicado o desenvolvimento dos grãos.
O presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), Guinter Frantz, falou sobre preços no programa Mercado&Cia desta quinta, dia 5. Frantz confirma cotações boas e estáveis, mas lembrou o aumento de custos durante a safra.
– Diesel, energia elétrica, insumos. O controle de plantas daninhas foi prejudicado pela chuva e também houve mais fungos. Agora terá o aumento de frete – enumerou o presidente.
Abertura Oficial
A área do Parque de Exposições do Sindicato Rural de Tapes (RS) está pronta para receber o público nos três dias da 25ª edição da Abertura Oficial da Colheita do Arroz, que começa a partir desta quinta. A organização do evento espera cerca de 10 mil pessoas até o próximo sábado, quando será feita a colheita simbólica na área da sede da entidade rural do município.
A lavoura de um hectare onde será realizada a colheita com a participação de autoridades está pronta. O local destinado, segundo o agrônomo do Irga de Tapes Rudineli Carvalho, passou por diversos desafios, entre ele o clima. Os preparos iniciaram em agosto e a semeadura foi feita no dia 22 de setembro. 
– Ali não era uma área utilizada para a lavoura, era uma área de campo – conta.
Com os problemas climáticos, a opção foi a de fazer o cultivo pré-germinado. Carvalho explica que foi usada a variedade Irga 428 na lavoura. 
– Esta variedade tem um ciclo de maturação de 124 dias e já passamos deste tempo, podemos perceber a coloração amarela já dos grãos. A lavoura está pronta para colher no dia 7 de fevereiro – afirma.
Além da lavoura para a abertura, mais meio hectare foi implantado com lavouras de arroz, soja e milho que constituem as vitrines tecnológicas que os produtores poderão visitar nestes três dias de evento. 

Importações brasileiras em janeiro superam exportações em US$ 3,174 bilhões

Importações brasileiras em janeiro superam exportações em US$ 3,174 bilhões

Em relação a janeiro de 2014, cai a receita obtida com etanol, carnes e farelo de soja; sobem valores de vendas de café, trigo, algodão e milho
Brasil tem déficit de US$ 3,174 bilhões na balança comercial em janeiro de 2015, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira, dia 2, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
As exportações brasileiras no mês alcançaram a cifra de US$ 13,704 bilhões, contra importações de US$ 16,878 bilhões no período.
O valor referente às vendas externas representa uma retração de 10,4% sobre o mesmo mês do ano passado e de 17,9% sobre dezembro de 2014, pela média diária.
Apesar do resultado negativo, o déficit caiu 21,9% em relação a 2014. Em janeiro do ano passado, o país tinha importado US$ 4,068 bilhões a mais do que tinha exportado, o pior resultado da história para o mês. A diferença entre compras e vendas está caindo porque as importações estão recuando mais que as exportações.
Café
A exportação brasileira de café em grão no mês de janeiro (21 dias úteis) alcançou 2,725 milhões de sacas de 60 kg, o que corresponde a uma elevação de 7,04% em relação a igual mês do ano passado (2,546 milhões de sacas). Em termos de receita cambial, houve crescimento de 61,1% no período, para US$ 546,3 milhões em comparação com os US$ 339,1 milhões registrados em janeiro de 2013.
Quando comparada com dezembro passado, a exportação de café em janeiro apresenta queda de 10,5% em termos de volume - em dezembro os embarques somaram 3,045 milhões de sacas. A receita cambial foi 12,3% menor, considerando faturamento de US$ 623,1 milhões em dezembro passado.
Etanol
A receita com as vendas de etanol decresceu 24,7% em relação a janeiro de 2014, chegando a US$ 88 milhões. O Brasil exportou em janeiro 153,8 milhões de litros de etanol, o que corresponde a um aumento de 15,7% na comparação com os 132,9 milhões de litros embarcados em dezembro de 2014. 
Em relação a janeiro do ano passado, quando foram embarcados 192,8 milhões de litros, o volume é 20,2% menor. 
Suco de laranja
A receita com exportação de suco de laranja do Brasil atingiu US$ 161 milhões em janeiro de 2015, queda de 19,46% em comparação com os US$ 199,9 milhões do mesmo mês do ano passado. Na comparação com dezembro de 2014, o recuo foi de 39,1% sobre os US$ 264,2 milhões movimentados com os embarques da bebida.
O volume de suco de laranja exportado no mês passado foi de 176,7 mil toneladas, recuo de 7% ante as 190 mil toneladas embarcadas em janeiro de 2014 e de 36,6% na comparação com as 278,6 mil toneladas enviadas ao exterior em dezembro do ano passado.
O preço médio por tonelada do suco exportado em janeiro, de US$ 911,50, ficou 3,88% abaixo dos US$ 948,30/t de dezembro e foi 13,35% menor do que os US$ 1.052,00/t de janeiro do ano passado. 
Açúcar
O Brasil exportou em janeiro 1,777 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 2,3% menor que as 1,818 milhão de toneladas embarcadas em dezembro e 16,9% inferior ante as 2,137 milhões de toneladas registradas em igual mês de 2014. 
Dados do MDIC mostram que, do total embarcado no mês passado, 1,747 milhão de toneladas foram de açúcar demerara e 29,2 mil toneladas de refinado.
A receita obtida com a exportação total de açúcar em janeiro último foi de US$ 625,3 milhões, 5,3% menor que a registrada em dezembro (US$ 660,2 milhões) e 26,8% abaixo dos US$ 853,9 milhões computados em janeiro de 2014.
Celulose
O volume das exportações brasileiras de celulose recuou 3,2% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior, para 957,1 mil toneladas. A receita arrecadada com a venda da commodity apresentou retração de 17,7% no período, para US$ 422,8 milhões.
O preço praticado no mês passado caiu 15% em relação a janeiro de 2014, e foi para US$ 441,8 por tonelada. No mesmo mês do ano anterior, a tonelada da celulose brasileira era vendida a US$ 519,5.
Em relação a dezembro de 2014, o mês de janeiro apresentou uma queda de 5,3% no volume de celulose exportada. Em valores, o recuo foi ainda maior, de 5,8% na comparação mensal. O preço praticado caiu 0,5% no período. 
Carnes
No grupo dos básicos, houve queda em relação a janeiro do ano passado nas receitas referentes a carne bovina (-25,5%, para US$ 326 milhões); carne suína (-16,5%, para US$ 65 milhões); farelo de soja (-13,8%, para US$ 408 milhões); e carne de frango (-8,6%, para US$ 418 milhões). 
No total das exportações de todos os produtos no primeiro mês deste ano, os principais países compradores foram, em ordem decrescente, Estados Unidos (US$ 1,975 bilhão); China (US$ 1,345 bilhão); Argentina (US$ 852 milhões); Países Baixos (US$ 772 milhões); e Alemanha (US$ 444 milhões).
Importações 
Quando comparadas às aquisições de janeiro de 2014, decresceram as importações de combustíveis e lubrificantes (-28,4%), bens de consumo (-14,2%), bens de capital (-8 %) e matérias-primas e intermediários (-7%).
No grupo dos combustíveis e lubrificantes, a retração ocorreu principalmente pela diminuição dos preços e das quantidades embarcadas de petróleo e óleos combustíveis.
No segmento de matérias-primas e intermediários, diminuíram as aquisições de produtos alimentícios, acessórios de equipamento de transporte, partes e peças de produtos intermediários, matérias-primas para agricultura, produtos agropecuários não alimentícios e produtos químicos/farmacêuticos.
Em termos de países, os cinco principais fornecedores do Brasil em janeiro de 2015 foram China (US$ 3,703 bilhões); Estados Unidos (US$ 2,542 bilhões); Alemanha (US$ 901 milhões); Argentina (US$ 783 milhões); e Coreia do Sul (US$ 612 milhões).

Produtores gaúchos desistem do leite por causa da crise do setor

Produtores gaúchos desistem do leite por causa da crise do setor

Pecuarista de Ibirubá, no noroeste do Estado, colocou gado à venda e vai plantar soja; cerca de 140 produtores do município também enfrentam 
dificuldades financeiras

A crise enfrentada pelos produtores de leite no Rio Grande do Sul já ameaça a produção leiteira do Estado. Na região de Ibirubá, produtores já começam a desistir da atividade.
– A gente produz, quando chega no final do mês, não recebe. Isso é desestimulante, não tem como continuar produzindo – afirma ele, que decidiu parar após 30 anos produzindo leite.
A empresa Pró-Milk, que está em recuperação judicial, deve ao produtor R$ 25 mil. Ele não entrou na Justiça, nem fez acordo para receber 50% do valor, mas ainda tem esperança de receber o valor devido. 
Enquanto o dinheiro não vem, ele colocou seu rebanho de 35 vacas à venda. E vai se dedicar à cultura da soja. Tiveram influência em sua decisão as dívidas em função da falta de pagamento pelo leite entregue e o baixo preço pago pelo litro do produto.
– O preço está em baixa, mas neste mês passado consegui R$ 0,87 brutos. Está dando para cobrir os custos, mas a gente tem que ir diminuindo os gastos onde der, senão não consegue mesmo – explica Dalmolin, que está com as mesmas dificuldades financeiras que cerca de outros 140 produtores de Ibirubá.
– Todo dia tem gente parando a atividade em função do baixo preço e do que aconteceu; estão parando com a atividade porque não sobrevivem mais da agricultura. Acho que 10% dos produtores de leite no nosso município vão repensar a atividade. E vão parar – afirma o presidente do sindicato rural da cidade, Leonir Fior.
Darci Dalmolin ainda está conseguindo vender o produto, mas, na região, há casos em que o leite foi jogado fora.
Cooperativas
A crise no leite e o fechamento de algumas empresas geraram consequências aos produtores, que não tinham mais a quem vender o leite. A solução encontrada foi procurar as cooperativas. Com isso, muitas delas estão com a captação do leite acima da capacidade de armazenagem.
– Nossa capacidade é de um milhão de litros de leite por dia. Ontem, casualmente chegamos a processar um 1,15 milhão, 15% acima da capacidade. Estamos fazendo maior esforço possível para atender a essas demandas e o produtor ter onde colocar seu produto. Neste momento, não conseguimos abrir para receber demais produtores em função da capacidade dessa primeira etapa da planta estar totalmente tomada com a capacidade máxima de produção – conta o presidente da Cooperativa Central Gaúcha Ltda. (CCGL), Caio Viana.
A empresa está aumentando a capacidade de armazenagem para poder receber mais produtores. Até o fim do ano, a planta da CCGL em Cruz Alta terá sua capacidade estendida para 2,2 milhões de leite por dia.
De acordo com o vice-presidente do Sindicato Rural de Giruá, Luis Fucks, a falta de armazenagem para o leite gera outro problema.

– Nosso problema hoje é tirar o leite do Estado. Eu creio que hoje o leite do Rio Grande do Sul, em termos de garantia da qualidade, é o melhor do Brasil. O problema é que o consumidor gaúcho reduziu o consumo e ninguém quer saber do leite do Rio Grande do Sul fora do Estado - diz Fucks.